Photoshop 1.0

Filed Under (Computação Gráfica, Websites) by André Taranto on 31-12-2009

photoshop1 Encontrei este link falando sobre primeira versão do Photoshop. É uma leitura interessante para quem trabalha com esse programa. O Photoshop começou a ser desenvolvido a partir do ano de 1987, mas a versão 1.0 só foi lançada em 1990, e apenas para o Macintosh (os PC’s ainda tinham poucos recursos gráficos na época).

Eu comecei a trabalhar com o Photoshop em 1994, na versão 2.5.1, a primeira versão para PC. Nessa época, haviam poucos programas concorrentes. Mas essa pequena quantidade de concorrentes acabava por confundir a gente. Era difícil escolher qual software aprender. Havia o ótimo PhotoStyler, da extinta Aldus, que já tinha o útil recurso de layers antes do Photoshop ter. Já havia também o Photopaint, da Corel, que não tinha tantos recursos como os concorrentes, e foi o primeiro software de edição bitmap que eu aprendi. Por outro lado, existiam softwares “de gente grande”, disponíveis apenas para a plataforma Silicon Graphics. Os mais conhecidos eram o Alias Eclipse e o Barco Creator. Este último custava cerca de US$ 25.000,00!!! Não falei que eram softwares “de gente grande”? Isso sem contar no preço de uma estação Silicon, que na época custava uma verdadeira fortuna.

Hoje, apesar de existirem centenas de softwares concorrentes, o Photoshop virou sinônimo de “programa profissional de retoque fotográfico”. Os concorrentes perderam muito a força perante o Photoshop. É como se a infinidade de concorrentes só tivesse feito aumentar a força do lider. Há bons softwares como o Gimp, o Paint.net e o Photopaint. Mas eles não dispõem dos recursos profissionais que existem no Photoshop. Por isso eu digo: se você quer trabalhar profissionalmente, não perca tempo aprendendo esses programas. Aprenda o Photoshop, você não vai se arrepender.

Agência de Hitler perde clientes para os freelas!

Filed Under (Mercado, Publicidade e propaganda) by André Taranto on 30-12-2009

Essa é muito boa! Os “Hitler’s” que se cuidem, que os freelas estão chegando de sola!

Em algumas agências de Juiz de Fora, nada se cria, tudo se…

Filed Under (Mercado, Publicidade e propaganda, Websites) by André Taranto on 30-12-2009

Você já ouviu falar do Clube da Criação de Juiz de Fora (CCJF)? De acordo com o site, o CCJF se auto-define como “uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo único de promover o mercado publicitário de Juiz de Fora”. Particularmente, tenho sérias restrições aos profissionais (ou melhor, “profissionais”) de publicidade de Juiz de Fora. Sei que não dá pra generalizar, mas muitos são pessoas que não têm a mínima consideração com o cliente. O negócio deles é comprar um carro importado, aumentar o tamanho da agência e ficar tirando onda como se fossem os próprios Washington’s Olivetto’s da roça chamada Zona da Mata. E tem mais: as agências de propaganda de Juiz de Fora pagam muito mal aos seus funcionários. Quem já trabalhou em alguma agência lá, sabe que estou falando a verdade. Bom, vou falar mais sobre meu “pé atrás” com as agências de Juiz de Fora em um futuro post. Agora, o assunto é outro.

Para mostrar o que muitos “publicitários” de Juiz de Fora fazem, surgiu uma paródia ao Clube de Criação: o Clube da Copiação, um blog que mostra muita coisa que os “publicitários” não gostariam de ver. Mas tenho certeza que os CLIENTES DELES gostariam, e muito! O blog apresenta uma série de peças publicitárias “desenvolvidas” em Juiz de Fora mas que, na verdade, são CÓPIAS de trabalhos de outras agências.

Agora, imagine a seguinte situação:
Você pesquisa váááááárias agências para contratar. Então, escolhe uma delas e faz o primeiro contato, por email ou telefone. Após alguns dias, você recebe, em sua empresa, uns caras engravatados com notebooks de última geração, que chegam num carrão importado. Apresentam planilhas, portfolios, slides em powerpoint etc. Tudo para enganar impressionar. Diante de tanto “profissionalismo”, você não vê outra saída a não ser contratar a agência. Então, eles começam a propor uma série de peças publicitárias (se a agência for de Juiz de Fora, eu tenho CERTEZA de que a primeira coisa que eles vão te propor é fazer um comercial de TV, pois assim eles ganham mais dinheiro, independente de ser a mídia adequada ou não para o cliente). Depois de alguns dias, eles apresentam os layouts das peças gráficas,você aprova e dá-se início à campanha. Depois de algum tempo, você vê no Clube da Copiação as peças gráficas que você PAGOU para a “agência” desenvolver.

Vou te contar uma coisa muito séria: eu tenho mais de 15 anos de experiência no ramo. E aprendi uma coisa verdadeira, mas triste: a grande maioria das agências não está nem aí para o cliente. NEM AÍ. Estão pensando em si mesmas. Digo mais uma vez: não dá pra generalizar. Há gente séria e honesta no ramo, profissionais realmente comprometidos com os objetivos dos clientes. Mas volto a dizer: a maioria só está comprometida em ganhar dinheiro em cima do cliente que, por desconhecer o assunto, não sabe nem por onde começar a exigir resultados da agência. Aliás, tem muita agência que não sabe trazer resultados para os clientes. Ou, então, sabe mas não faz. Afinal de contas, um comercial de TV é mais fácil de fazer, dá mais visibilidade para A AGÊNCIA (nem sempre para o cliente), e dá muuuuuuuuuito mais dinheiro para a agência do que qualquer outro trabalho. Aliás, a mídia televisiva é a “menina dos olhos” das agências pouco confiáveis.

Parafraseando Boris Casoy:
I-S-S-O    É    U-M-A    V-E-R-G-O-N-H-A

Três grandes razões para nunca competir em preço

Filed Under (Design, Mercado) by André Taranto on 29-12-2009

Encontrei um artigo em um site americano que aborda um tema muito polêmico – o de freelancers que usam o preço baixo como forma de diferenciação. É um grande erro trabalhar dessa maneira, pois todo mundo perde, a começar pelo cliente. Fiz uma tradução do texto, só que ele estava tão “frio” que precisei inserir uma série de comentários meus, tornando o texto mais “abrasileirado” e mais adequado à nossa realidade e nossa linguagem. Boa leitura!

Um dos maiores erros que vejo alguns Designers Gráficos e Web Designers cometerem é tentarem competir em preço. Quem pensa que vai ter mais clientes e ganhar mais se cobrar menos que seus concorrentes, deve reavaliar seriamente esse conceito. Competir pelo preço é um erro enorme, e jamais deve ser cometido se o Designer quer se estabelecer como um freelancer de sucesso.

Competir em preço pode parecer, à primeira vista, a coisa certa a ser feita. Afinal de contas, muitos clientes só aceitam comprar dessa maneira. Mas, na verdade, isso acaba com a reputação do Designer e só atrai clientes ruins. E, depois de um tempo, esse tipo de atitude acaba se tornando um círculo vicioso impossível de ser quebrado. Quem perde? O cliente, o Designer ou o consumidor? Eu respondo: OS TRÊS.

Aqui, você confere 3 grandes motivos pelos quais nunca se deve competir em preço:

1. O Designer subestima sua própria credibilidade ao cobrar menos

Pare e pense: qual a impressão que se tem de um Designer “barateiro”? Aposto que esse tipo de  “Designer” acredita que os clientes dizem assim: “Muito bom! Nessas condições, eu posso contratar esse serviço!”. Só que, na verdade, bons clientes pensam assim: “Porque esse Designer cobra mais barato que os outros? Ele deve ter menos experiência ou, então, não é tão competente quanto os concorrentes dele.”

Clientes potenciais, quando fazer uma cotação de preços, já tem a expectativa de que profissionais competentes cobram mais. Eles estão acostumados com esse tipo de trabalho. E esse tipo de cliente fica satisfeito ao pagar um preço justo para receberem um serviço de qualidade. Afinal de contas, bons clientes sabem muito bem que a qualidade do trabalho está DIRETAMENTE relacionada ao valor pago.

Se você fosse fazer uma cirurgia plástica, contrataria um açougueiro? Ou contrataria um expert que cobra o valor adequado à sua competência e experiência? Pense bem: o que um açougueiro faria com a sua cara??? E o que um Designer “barateiro” faria com a imagem da empresa do cliente???

2. Preços baixos atraem clientes ruins, ignorantes e que não valorizam o trabalho

Quem compete em preço, atrai clientes que desconhecem a verdadeira importância do nosso trabalho: uma imagem adequada para a empresa deles, aumento de vendas, posicionamento junto aos concorrentes, consumidores e stakeholders.

Para esse tipo de cliente, não importa se o Designer desenvolveu um trabalho profissional ou um trabalho medíocre, eles não sabem avaliar e NEM QUEREM. Sabe aquela frase “não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”? Pois é, é por aí.

E tem mais: esses clientes nunca estabelecem uma relação comercial duradoura com o Designer, o que seria altamente recomendado por trazer grandes benefícios para ambas as partes. Eles só aceitam fazer um trabalho frequente se o Designer cobrar SEMPRE mais barato do que todo mundo. Pois PAGAR POUCO é o que importa para esse tipo de cliente. E, no dia que aparecer alguém que cobra AINDA MAIS BARATO, esses clientes infiéis vão logo contratar esse “coitado”.

3. Clientes que só contratam pelo preço são uma verdadeira dor de cabeça para se trabalhar com eles

Certa vez, o proprietário de uma concessionária da Mercedez dos EUA contou que os clientes mais problemáticos e reclamadores eram exatamente os clientes de menor poder aquisitivo, que compravam carros mais baratos. Por outro lado, os clientes que compravam carros mais caros eram, geralmente, muito melhores para se lidar – eram mais educados, inteligentes e agradáveis.

O mesmo se aplica ao mercado de Design Gráfico. Clientes que só contratam pelo preço reclamam mais, tomam muito nosso tempo, acham que estão pagando caro e nunca estão satisfeitos. E – pior – saem falando mal do Designer. Sabe porque? É que eles sempre estão buscando um jeito de ganhar mais por aquilo que pagaram – o que normalmente significa trabalho extra e muito transtorno para o Designer, sem que este ganhe um tostão a mais. Eu falo isso de EXPERIÊNCIA PRÓPRIA.

Não importa a competência do Designer, ele nunca terá o sucesso merecido, se tentar competir em preço. Se ele não cobrar o valor justo, vai manchar sua reputação, sua credibilidade e atrair clientes “malas”. Portanto, ao recusar entrar na “guerra de preços”, o Designer valoriza seu profissionalismo, e torna seu trabalho mais viável e lucrativo, deixando os clientes satisfeitos ao pagarem o valor adequado.

10 mentiras para enrolar designers, webdesigners e ilustradores inexperientes

Filed Under (Design, Mercado) by André Taranto on 17-12-2009

1 ) “Faça esse trabalho barato (ou de graça) e no próximo pagaremos melhor”

Nenhum profissional que se preze daria seu trabalho de mãos beijadas na esperança de cobrar mais caro mais tarde. Você consegue imaginar o que um advogado diria se você dissesse “me defenda de graça dessa vez que na próxima vez que eu precisar de um advogado eu te chamo e pago melhor”. Ele com certeza riria da sua cara.

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2 ) “Nós nunca pagamos 1 centavo antes de ver o produto final”

Essa é uma pegadinha. A partir do momento que você foi contratado para fazer o trabalho você DEVE pedir uma entrada. O motivo é simples, você está trabalhando desde o momento que se dispõe a fazer a reunião de briefing. Talvez um cliente mais inexperiente queira pagar após ver alguns esboços. Cabe a você aceitar ou não.


3 ) “Esse trabalho será ótimo para seu portfolio! Depois desse você vai conseguir muitos outros”

Essa é uma das mais típicas. E costuma fazer vítimas principalmente entre jovens que ainda estão estudando. Para não cair nessa, basta pensar “quanto o seu cliente vai faturar com o seu trabalho?”. Além disso, não esqueça que, mesmo que ele indique seu trabalho para outras empresas, com certeza ele dirá quanto custou (ou se foi de graça) e imagine o que os próximos irão querer?


4 ) Olhando para seus estudos e rascunhos: “Veja, não temos muita certeza se queremos seu trabalho. Deixe esses estudos comigo e vou falar com meu sócio/investidor/mulher, etc e depois te dou uma resposta”

Não dou 5 minutos para ele ligar para outros designers com seus estudos e conceitos criados na mão barganhando melhores preços. Quando você ligar de novo ele dirá que seu trabalho está muito acima do mercado, blá blá blá, e que Fulano Designer vai fazer o trabalho. Mas como eles conseguiram outro designer mais barato? Lógico, você já passou o conceito todo criado! Economizou horas para o designer que vai pegar o trabalho. Então, enquanto você não entrar em acordo com seu cliente NUNCA DEIXE NADA CRIATIVO no escritório dele!


5 )”Veja, o job não foi cancelado, somente adiado. Deixe a conta aberta e continuaremos dentro de um mês ou dois”

Provavelmente não. Seria um erro você não faturar o que foi feito até o momento esperando que o trabalho continue depois. Ligue em dois meses e você verá que alguém estará trabalhando no job. E adivinhe! Eles nem ao menos sabem quem você é… e o dinheiro do início do trabalho, lógico, já era!


6 ) “CONTRATO?? Nós não precisamos assinar contratos! Não estamos entre amigos?”

Sim, estamos. Até que alguma coisa dê errada ou ocorra um mal-entendido, e você se transforme no meu maior inimigo e eu sou o seu “designer estúpido”, aí o contrato é essencial! Simples assim! Ao menos que você não ligue em não ser pago. Qualquer profissional usa um contrato para definir como será o trabalho e você deve fazê-lo também!


7 ) “Envie-me a conta depois que o material for pra gráfica”

Por que esperar por esse deadline irrelevante? Você é honesto, não? Por que você deveria ficar preso a esse deadline? Uma vez entregue o trabalho, fature! Essa desculpa possivelmente é uma tática para atrasar o pagamento. Assim o material vai pra gráfica, precisa de alterações intermináveis e, adivinhe, ele arranja outra pessoa pra fazer as alterações necessárias, o material vai pra gráfica e você nem fica sabendo!


8 ) “O último designer fez esse job por R$ XX “

Isso é irrelevante. Se o último designer era tão bom por que ele te chamou? E quanto o outro cobrava não significa nada pra você. Pessoas que cobram muito pouco pelo seu tempo acabam fadadas ao insucesso (por auto-destruição financeira). Faça um preço justo, ofereça no máximo 5% de desconto e não abra mão disso.


9 ) “Nosso orçamento para esse job é de XX reais”

Interessante, não? Um cara sai para comprar um carro e sabe exatamente quanto ele vai gastar antes mesmo de fazer uma pesquisa. Uma quantia de trabalho custa uma quantia de dinheiro. Se seu cliente tem menos dinheiro e ainda assim você quer pegar o trabalho, dedique menos horas a ele. Deixe isso bem claro ao seu cliente, que você dedicará menos tempo que o estimado para finalizar o trabalho porque ele não pode pagar por mais horas. A escolha é sua.


10 ) “Estamos com problemas financeiros. Passe o trabalho para nós e, quando estivermos em melhor situação, te pagamos.”

Claro, mas pode contar que, quando o dinheiro chegar, você estará bem lá no final da lista de pagamentos. Se alguém chega ao ponto de admitir que está com problemas financeiros então provavelmente o problema é bem maior do que parece. Além disso, você por acaso é um banco para fazer empréstimos? Se você quer arriscar, pelo menos peça dinheiro adicional pelo tempo de espera. Um banco faz isso, não faz? Por que provavelmente esse é o motivo deles quererem atrasar seu pagamento, ter 6 meses de dinheiro “emprestado” sem ter que pagar juros, o que não aconteceria se ele tivesse que emprestar do banco. Não jogue dinheiro fora!

Bom, o motivo de tudo isso não é deixar você paranóico ou coisa do tipo, mas sim injetar um pouco de realidade no mundo de fantasia da maioria dos designers. Você certamente vai tratar com pessoas muito diferentes de você. As motivações e atitudes certamente são diferentes. Eu infelizmente vejo, muitas vezes, exemplos de pessoas envolvidas em situações com a mais nobre das intenções e acabam literalmente se dando mal. Porque a maioria dos designers enxergam os trabalhos como uma oportunidade de fazer aquilo que mais gostam com dedicação, simplesmente porque amam o que fazem! A outra parte não tem a negociação tão idealizada ou romantizada, muito pelo contrário.

Como lidar com todas essas coisas e ainda assim fazer um trabalho criativo? Boa pergunta! É por isso que ir atrás da informação é importante. Você aprende a trabalhar com todas as técnicas do design, mas não aprende a arte da negociação. Muitos designers ignoram este aprendizado, o que é um grande erro. Sugiro que o mínimo seja incorporado assim certamente você não sentirá seu trabalho como uma grande perda de tempo e dinheiro!

Fonte: http://www.design.com.br/blog/10-mentiras-para-enrolar-designers-e-ilustradores-inexperientes/

Paga, que a gente faz!

Filed Under (Design, Mercado, Publicidade e propaganda) by André Taranto on 12-12-2009

É muito comum, principalmente aqui no interior, lidar com empresários querem fazer um trabalho de Design/Propaganda, mas não querem assumir o compromisso de contratarem um designer/agência. Então, eles dizem assim:

- Faz pra gente ver! Se eu gostar, eu te pago.

Eu pergunto: alguma vez você já foi consultar em algum médico e fez o mesmo tipo de proposta? “Não vou pagar a consulta. Se eu sarar, eu pago.”

Aprendi a rebater o “faz pra gente ver” com o argumento: “PAGA, QUE A GENTE FAZ”. E, para ilustrar esse percalço que há na vida do designer, segue um trecho excelente do livro “Viver de Design”, do ilustríssimo Gilberto Strunk:

“O Designer Gráfico não deve, sozinho ou em concorrência, participar de projetos especulativos, pelo qual só receberá o pagamento se o projeto vier a ser aprovado”. Um dos grandes dilemas que você vai enfrentar em sua carreira está ligado aos projetos especulativos. Esse tipo de relação, em que o Cliente nos solicita serviços sem uma remuneração garantida, além de ser aético, é predatório e pode, a médio prazo, inviabilizar seu negócio e também dos seus colegas. Sei que as pressões são enomes. Elas vêm dos Clientes, que lhe acenam com a possibilidade de fazer grandes projetos no futuro, que lhe dizem que se você não quiser participar não faz mal, pois ele tem uma dúzia de pessoas que topam. Vêm também dos concorrentes micreiros, sem formação acadêmica na área. E até mesmo de suas fases de poucos projetos x compromissos financeiros no fim de cada mês. No entanto, mesmo com sacrifícios, temos de estruturar o nosso jovem e promissor mercado, resistir a esses convites, propor uma remuneração mínima para todos os concorrentes.

Nossa sociedade vem mudando aceleradamente. No mundo dos negócios, instalou-se uma verdadeira obsessão por bons resultados. Em função disso, muitas empresas para contratar nossos serviços, passaram a convidar três, cinco designers, para apresentarem suas soluções para determinada tarefa, oferecendo pagamento somente ao escolhido no final do processo. Isso talvez inspirado nos modelos das concorrências de publicidade. Não somos agências de propaganda. Talvez, no caso delas, a remuneração básica de 20% sobre a veiculação justifique o investimento em concorrências para a conquista de uma conta que irá garantir uma boa rentabilidade durante um longo período. Trabalhamos por projetos isolados. Por isso, não devemos ter com os Clientes este tipo de comportamento.

Nosso principal faturamento vem da criação. O das agências, da veiculação. Você conhece algum caso de Cliente solicitar a várias agências que veiculem por ele, para pagar somente a que der melhor resultado? Então, por que temos de criar de graça, se é disso que vivemos, se é essa a mercadoria que temos para vender? Imagine que você aceite participar regularmente de concorrências especulativas. Imagine que você consiga atingir a incrível performance de vencer 70% das vezes. Pergunto: quem irá reembolsar suas horas nos 30% de maus resultados? Certamente seus outros clientes, para os quais você terá que cobrar mais 30% sobre os honorários normais de forma a se sustentar ou a sua estrutura.

Vivemos em função de nossos Clientes. Não devemos medir esforços para atender suas necessidades. Mas uma relação, para ser forte, fértil, consistente, tem de ser construída sobre uma base de conhecimento e respeito entre as partes. Quando o cliente sabe que vai pagar por um serviço, ele fica mais exigente. Melhora a qualidade das informações envolvidas no processo. Esta é a primeira condição para que bons resultados sejam alcançados. No cenário vigente, somos os primeiros a errar, aceitando participar de projetos especulativos. Não é mais possível investir um grande número de horas em Clientes que não nos dão certeza de vir a faturá-las. É melhor ganhar um tempo extra de estudo ou lazer ou até diminuir sua estrutura…

Se não formos capazes de fazer nossos Clientes entenderem a natureza especial dos serviços que prestamos, estaremos nos posicionando mal perante o mercado. Temos de ser os primeiros a nos valorizar, a passar para eles as vantagens e benefícios que nossos serviços vão trazer para seus negócios. Não inicie um trabalho sem, antes, acertar seus aspectos comercias. Lembre-se de que nossos projetos são feitos sob medida. Se o cliente não paga por eles, você não poderá vendê-los para outros.”