O cliente e a câmera fotográfica
Filed Under (Websites) by André Taranto on 23-05-2009
Há algumas semanas, tive uma reunião com um cliente que me contratou para produzir um material impresso. São 15 lâminas, uma para cada produto, contendo fotografias, desenho técnico, tabela de informações etc. Ele disse que contrataria um fotógrafo. Acontece que os produtos desse meu cliente ficam pouco tempo na sua empresa, sendo enviados imediatamente para seus clientes assim que ficam prontos! Então questionei: “algum fotógrafo aceita ficar ‘de prontidão’ para fotografar em qualquer hora?”. Dá até pra imaginar o cliente ao telefone:
- Ô fotógrafo, um produto acabou de ficar pronto aqui! Vem correeeeeeeeendo fotografar! Precisamos enviar esse produto para o cliente ainda hoje, senão a gente deixa de ganhar dinheiro!
A coisa não é por aí. Fotógrafos costumam ter suas agendas lotadas, divididos entre produções de estúdio e externas, pós-produção (retoque e finalização) e outras atividades. Quando o estúdio fotográfico está localizado em uma grande cidade e trabalha para grandes agências, a coisa é mais fácil, pois a verba é muito maior. E, assim, pode “dar-se ao luxo” de executar poucos jobs no mês. Mas, aqui no interior, o buraco é mais embaixo, minha gente… Os estúdio precisam se virar entre produções caseiras (crianças, casamentos, festas) e produções “semi-profissionais” (catálogos de moda, alimentos, produtos). Digo “semi-profissionais” não por ser uma limitação dos fotógrafos nem de seus equipamentos, e sim pela falta de um Diretor de Arte competente para dirigir a sessão. Sim, leitores, poucos empresários do interior contratam um Diretor de Arte para acompanhar uma sessão fotográfica. Na opinião deles, é “bobeira” ou então “é caro”. Tsc… tsc… bom, isso é assunto para outro post.
Voltando à história do meu cliente, ficou muito claro para mim que ele não conseguiria mobilizar o fotógrafo. A não ser que ele atrasasse o envio dos produtos para seus clientes. A solução? Simples e direta:
- O que acha de comprar uma câmera fotográfica? Você vai ter um equipamento à sua disposição, muito útil principalmente para imagens externas. Além do “conforto” de dispor de uma câmera na empresa, será uma grande economia a longo prazo, em se tratando dos honorários de fotógrafos. Pense quanto você pagaria para fazer as fotos desses 15 produtos?
- E quem vai tirar as fotos?
- Pode ser eu mesmo ou a sua Assessora de Imprensa. De qualquer maneira, quero acompanhar a sessão fotográfica dos produtos.
- Qual câmera você me indica?
Então, me prontifiquei a fazer uma pesquisa sobre câmeras que tivessem uma relação custo/benefício atraente para meu cliente.
Após revirar a internet atrás de análises de câmera, encontrei “o” site! É o Digital Photography Review. Há análises profundas de TODAS as câmeras profissionais e semi-profissionais. O site é “a” referência na web sobre o assunto. O site é em inglês, mas, mesmo quem apenas “arranha” neste idioma, não vai ter dificuldade para entender as tabelas comparativas, as fotos produzidas com as câmeras, entre outras informações. Desde, claro, que se entenda de fotografia digital.
Durante alguns dias, fiz um estudo profundo sobre alguns modelos, e orientei meu cliente quanto à câmera escolhida: uma Nikon D60. O cliente comprou, o “brinquedo” chegou e hoje foi a primeira sessão fotográfica!
No próximo post, vou falar minhas primeiras impressões sobre a câmera. Também, vou fazer uma análise mais aprofundada, que só será possível depois que eu “digerir” o manual dela, que está comigo para ser lido nesse fim de semana. São 191 páginas em inglês, material de sobra pra passar o tempo, aprender sobre um equipamento bacana, e ainda desenferrujar o meu “ínglixi”
